Alimentos kosher cumprem as regras dietéticas judaicas

Alimentos kosher


O certificado kosher designa aqueles alimentos consumidos pelos praticantes do Judaísmo; no entanto, muitas pessoas alheias a esta religião adquirem esses produtos, pois seus padrões de qualidade garantem limpeza, qualidade e saúde.


A cultura judaica é rica em tradições milenares. Muitas delas podem ser considerados ultrapassados ou fora de lugar hoje em dia, mas é um fato que o cumprimento de tais normas permitiu a união entre todos os membros desta comunidade ao redor do mundo.


É claro que ninguém se lembraria de seguir os princípios da religião israelita se suas crenças empatam com o Cristianismo, Catolicismo ou a filosofia budista ou muçulmana, mas o que se pode concordar é em seguir regime alimentar que, mesmo sendo eminentemente judaico, ganha cada vez mais adeptos no planeta.


Falamos sobre comida kosher (que significa “apto” ou “adequado” em hebraico), a qual tem a característica de que pode ser consumida de acordo com as diretrizes que marca o Exemplo (Antigo Testamento), e que hoje desfruta de grande popularidade por seu valor nutricional e a qualidade de cada um de seus ingredientes.


Religião e estômago


O comportamento da comunidade judaica é, sem dúvida, excepcional em muitos aspectos. Os simbolismos são evidentes e aparecem em todos os lugares, e para isso é bom para dar alguns exemplos. Os judeus usam a kipa ou yarmulke (acessório que se colocam os homens sobre a cabeça) para expressar que Deus está acima deles e o que devem respeitar.


Uma tradição muito relevante é a que tem lugar quando a criança cumpre 13 anos (Bar-mitzvá), momento em que atinge a maturidade e, com ela, o compromisso de assumir a responsabilidade de seus atos e de viver de acordo com os preceitos do judaísmo. Mais uma das recomendações desta religião é visitar os doentes e as pessoas desamparada.


No fim, os ritos de este credo abrangem o relacionado com o casamento, jejuns, morte de algum dos membros de sua comunidade, vida em casal, dois no comportamento da mulher, festividades de ano novo e, claro, a comida como elemento essencial em sua doutrina.


Neste sentido, as normas são mais exigentes porque só se permite comer animais que possuem cascos posições e que sejam ruminantes (animais que digerem os alimentos em duas etapas), como o boi, ovelha, cabra, carneiro, frango, peru, pato e ganso (o porco é proibido). Além disso, impede que se consuma o sangue do animal e, se falamos de peixes, estes devem ter escamas e barbatanas para serem considerados kosher, portanto, os frutos do mar estão excluídos de sua dieta.


Um dos preceitos mais cuidado é o de não combinar a carne com leite ou derivados da mesma, assim que quem come carne deve esperar seis horas para poder ingerir qualquer produto lácteo, mas se você bebe primeiro leite pode lavar a boca e então saborear a carne.


Para os judeus mais ortodoxos este tipo de regras são levadas até as últimas conseqüências, o que procuram ter em sua cozinha utensílios para cozinhar frango e carne, e outros para os derivados lácteos (não utilizam a mesma faca para cortar frango e queijo, por exemplo). Também, é tal o cumprimento das obrigações que, em alguns lares hebraicos são usados escurridores, esponjas e toalhas exclusivos para os pratos destinados a carne, e outros para os produtos que contêm leite.


Tal comportamento, que a todas as luzes resulta incompreensível para a maioria de nós, tem explicação: “Na Bíblia, Deus ordenou que os alimentos, que tipo de animais e de que forma podemos comer. É uma lei sem motivo, não há nenhuma razão, simplesmente é uma ordem Dele que nós cremos e seguimos fielmente. É algo estritamente religioso”, explica o rabino Meir Antebi, da Comunidade Judaica Azhkenazi do México.


Qualidade, princípio fundamental


Como se pode observar, os membros desse culto mantêm a todo custo a sua fidelidade aos princípios de suas leis religiosas, circunstância que tem sido a base de sua união e força. No caso da alimentação, é óbvio dizer que eles são os maiores consumidores da cozinha kosher, mas não os únicos.


Por isso, vale a pena conhecer os aspectos mais relevantes da alimentação kosher, isto é, as restrições e exigências em torno dela:



  • Carne. Pode-Se dizer que é a mesma que consome a maioria das pessoas, mas com rigorosos controles de qualidade e higiene. Isso implica seguir rigorosas regras desde o abate do animal, o qual é degolado com slim e filoso faca que assegura o mínimo de sofrimento. Este procedimento é realizado por um rabino shojet, quem se encarrega também de descobrir o estado dos órgãos (fígado, pulmões, cérebro e menudencias), o que reveja total de 70 aspectos para que o alimento seja considerado kosher. Cabe mencionar que a carne é tratada com sal, para que absorva o sangue, e, em seguida, lava-se, para que possa comer.

  • Lácteos. O leite deve ser pura de vaca e não se misturar com a carne, de modo que, queijos e manteiga também exigem certificação kosher.

  • Pareve (neutro). São aqueles alimentos que não contêm carne nem ingredientes lácteos, por isso que todas as frutas, grãos e vegetais em seu estado natural são kosher pareve.

Seguir regime tão rigoroso nos move a refletir e a questionar o que há mais além do sentido religioso e a busca da saúde da comida kosher. A resposta a oferece o rabino Antebi: as regras dietéticas judaicas existe a firme convicção de que a comida não é apenas uma parte dos nutrientes necessários para fortalecer o organismo, mas que também afeta diretamente a personalidade e a alma, o que promove mudanças no comportamento e na conduta das pessoas.


A comida, diz o religioso, “influi sobre a pessoa, e não falo só de saúde física, mas também de saúde moral, porque os alimentos influenciam qualidades individuais. Para nós, aquela pessoa que consome comida kosher, permitida pela Bíblia, tem classe moral diferente que permite que você a melhor convivência com aqueles que estão à sua volta”.


De primeira


Talvez tenha comido muitos dos produtos certificados como kosher , sem tê-la aprendido. No México e no mundo existem várias empresas que se dedicam à certificação de que esta classe de alimentos, as quais controlam a fundo cada um dos processos industriais para que se cumpram os requisitos descritos. Isso garante ao consumidor máxima higiene e qualidade, o que refletirá em seu bem-estar geral.


Um exemplo mais eloqüente é o que relata o rabino Antebi: “Nós podemos comer qualquer tipo de fruta e verduras, mas temos que cuidar para que não tenham vermes. Assim, quando inspecionamos um caminhão cheio de pimentas e encontramos três vermes, esse caminhão, e todos esses pimentões, já não podem ser kosher“.


Hoje, o selo kosher, além de ser a marca que identifica a comunidade judaica, que abre o mundo como sinônimo de qualidade, limpeza e saúde, atributos que se encontra grande parte da indústria alimentícia mexicana.

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